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DREAM THEATER – Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory

Janeiro 3, 2007

Dream Theater - Metropolis Pt. 2: Scenes From a MemoryIdolatrados por uns, detestados por outros, o que é certo é que os Dream Theater conquistaram, ao longo das suas 2 décadas (já?!?) de carreira, um lugar de honra dentro do rock/metal progressivo. Com um catálogo composto por 8 álbuns de originais, 5 ao vivo (incluindo um EP – Live at the Marquee), 4 singles e um outro EP (o grande A Change of Seasons, com o épico de 25 minutos que dá o nome ao álbum e ainda 4 músicas ao vivo), já para não falar das inúmeras bootlegs “oficiais” e CDs especiais para fãs, o quinteto norte-americano tem mantido sempre uma actividade constante e extremamente produtiva. Se juntarmos à sua actividade como banda todos os outros projectos paralelos em que cada membro se envolve, temos 20 anos de grande contributo dentro do género.

Com um trabalho tão extenso, e numa banda onde o traço característico é a virtuosidade de cada membro, é difícil dizer que um álbum é melhor que outro, até porque passa mais pelo gosto de cada um que pela qualidade dos trabalhos em si. No entanto, parece haver um consenso geral entre os fãs em como este Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory é o trabalho mais marcante do grupo até à data.

O que torna então este álbum tão especial em relação aos outros? Para começar, trata-se de um álbum conceptual, o que já à partida o torna interessante. A história em si envolve uma viagem ao passado para desvendar um crime que atormenta a personagem principal. Como se se tratasse de uma peça de teatro, o desenrolar dos acontecimentos é contado em dois actos bem separados.

Mas o que torna este álbum especial são certos pormenores de produção que são geniais.

Começamos com a regressão ao estado hipnótico, em Regression, e a maneira subtil como somos “levados” para o interior da cena é excelente. Segue-se Overture 1928, um momento instrumental onde nos são apresentados vários trechos musicais que se irão repetir ao longo do álbum e onde temos a sensação de, após a hipnotização, termos a nossa mente a divagar por vários pensamentos. Terminado o devaneio, entramos verdadeiramente na mente da personagem e é aqui que a história realmente começa.

Após vários “acontecimentos” em que a trama se adensa e a música apenas nos deixa respirar por breves instantes, termina o primeiro acto, na 7.ª faixa, Through Her Eyes, uma balada de trazer lágrimas aos olhos.

No segundo acto, após algum tempo de “descanso”, voltamos aos ritmos mais pesados com Home, uma música que vai “aquecendo” aos poucos até entrar numa batida contagiante e que é precedida de The Dance of Eternity, mais um longo momento instrumental, que nos leva de volta à música Metropolis Pt.1 (do álbum Images & Words) e no qual a veia inspiradora dos músicos se evidencia mais uma vez.

Depois de One Last Time, em que voltamos a ritmos mais ligeiros, vem The Spirit Carries On, um dos momentos mais altos de todo o álbum, uma balada a fazer lembrar muito Pink Floyd (influência que os Dream Theater admitem e homenageiam frequentemente) em que John Petrucci nos oferece um dos seus solos de guitarra mais sentidos.

O drama termina com Finally Free, o regresso à realidade e ao presente, onde toda a verdade é revelada e onde, no final, Mike Portnoy tem o seu momento de glória na bateria.

É um álbum difícil de explicar em poucas palavras (daí a extensão do post) e, como tal, o melhor mesmo é ouvi-lo e deixarmo-nos envolver… de preferência com as luzes apagadas.

Fica aqui a interpretação ao vivo de The Spirit Carries On, retirada do DVD Score: 20th Anniversary World Tour Live with the Octavarium Orchestra.

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PRINCE – Purple Rain

Outubro 4, 2006

Prince - Purple RainA última música do 6.º álbum de Prince, apesar de, na altura, não ter sido o tema de maior sucesso dos que o compunham, é possivelmente aquela por que o artista é ainda hoje mais conhecido. “Purple Rain” (que, além da música, é também o nome  do álbum e do filme do qual são banda sonora) acabou por ser uma das peças musicais mais bem sucedidasdas de 1984. O álbum que, de acordo com a revista Billboard, permaneceu 24 semanas seguidas no número 1, tornou-se uma das melhores  bandas sonoras de sempre. A própria Rolling Stone colocou-o na 72.ª posição na sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

Quanto à música particularmente dita, é preciso dizer que valeu a Prince um Academy Award na categoria de Best Original Song Score, que premeia as melhores músicas feitas especificamente para um filme. E não é para menos. Raras são as músicas que consigam transmitir tanto sentimento como esta. Desde a letra, que ganha mais sentido quando associada ao filme, à própria maneira como Prince a canta, Purple Rain é uma música que não deixa de mexer com as emoções. E como se não bastasse já a simples melodia que a compõe, na parte final somos ainda presenteados com um dos melhores solos de guitarra do músico, que mostra bem aquilo de que é capaz, mostrando que o Rhythm & Blues e o Pop que tanto influenciaram a sua carreira não são sinónimo de falta de virtuosismo.

Sem dúvida um dos momentos de maior inspiração de Prince, Purple Rain ficará certamente para a história da música dos anos 80… e não só.

Tendo sido impossível descobrir o vídeo oficial desta música disponível no YouTube (devido a imposições legais), aqui fica a versão só com o áudio.