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KAMELOT – One Cold Winter’s Night

Dezembro 23, 2008
Kamelot - One Cold Winters Night

Kamelot - One Cold Winter's Night

Depois de mais de um ano de inactividade, devido a falta de tempo, pachorra e a uma boa dose de preguiça, decidi que era tempo de publicar qualquer coisa de novo no blogue.
E faço-o com um artigo sobre uma banda que me foi apresentada recentemente e com a qual fiquei muito bem impressionado.

Os Kamelot são uma banda americana de Power Metal fundada em 1991 pelo guitarrista Thomas Youngblood e o baterista Richard Warner.

14 anos, 7 álbuns e muitas mudanças de membros depois, os Kamelot editam o seu primeiro DVD ao vivo, entitulado One Cold Winter’s Night. Gravado durante a segunda mão da Black Halo World Tour, em promoção do álbum The Black Halo, de 2005, o DVD mostra-nos um concerto notável em vários aspectos.

Em primeiro lugar, Roy Khan, o vocalista, tem uma grande presença em palco e mostra que os seus dotes vocais não são apenas trabalho de estúdio. Além disso, os restantes membros demonstram todos um profissionalismo enorme em palco. Talvez à excepção do baixista, Glenn Barry, que tem uma prestação menos destacada, tanto Thomas Youngblood como o baterista Casey Grillo e o teclista Oliver Palotai têm direito aos seus momentos a solo, onde dão provas das suas capacidades.
Há ainda que referir todo o espectáculo cénico que envolve o concerto. Tendo em conta as dimensões relativamente modestas do recinto, a banda conseguiu oferecer um espectáculo visualmente apelativo, com um bom jogo de luzes, confetti, e uma actuação bastante teatral de Roy Khan e dos vários convidados que surgiram em palco.
Por fim, deve dizer-se que, não sendo agressivo, é um concerto que mantém a força do princípio ao fim.

Para primeiro contacto, acho que não podia ter sido melhor.

Fica aqui o vídeo de Abandoned, um dos momentos mais calmos e bonitos do concerto.

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QUEEN – Bohemian Rhapsody

Agosto 22, 2006

Queen - Bohemian RhapsodyPara abrir esta nova categoria no blog, acho que não poderia haver outra escolha que não esta obra fenomenal dos Queen. Bohemian Rhapsody é, para mim, aquela que poderia ser considerada, simplesmente, a “mãe” de todas as músicas, por tudo aquilo que a torna única: primeiro, porque “mãe há só uma” e Bohemian Rhapsody também =P; segundo, por ser uma obra-prima como mais ninguém conseguiu fazer (nem mesmo os próprios Queen conseguiram repetir o feito); e, por último, a intemporalidade da música, que ainda hoje ouvimos sem achar “antiga”… ou melhor, reconhecemos que é “antiga”, mas não desactualizada.

Foi em 1975 que o quarteto britânico lançou A Night At The Opera, já em si um primor de produção, de onde se destacou, precisamente, Bohemian Rhapsody, a par da balada Love Of My Life e outros êxitos (a título de curiosidade, é de lembrar que os Queen continuam a ser a única banda até agora em que cada um dos membros escreveu pelo menos um “hit”).

O que torna esta música tão especial é o facto de parecer uma autêntica “manta de retalhos” em que cada bocado foi habilidosamente ligado ao seguinte, sendo o resultado obtido uma mistura de estilos musicais extremamente bem conseguida em que tudo parece estar no sítio certo. As passagens do pop/rock inicial em ritmo de balada para o estilo ópera a meio da música e, depois, deste para a batida mais heavy que termina com o regresso aos ritmos mais calmos foram de tal forma executadas que a sensação que nos dá é a de que “só podia ser mesmo assim”, aquelas passagens fazem sentido, não haveria outra hipótese de o fazer. A magia desta música encontra-se precisamente aí, na forma como os Queen conseguiram aquilo que, mesmo para os produtores que trabalhavam com eles na altura, parecia um falhanço garantido. Como hoje se sabe, estavam enganados.

Para terminar, é de referir o facto de esta música ter sido das primeiras (se não mesmo a primeira) a ter um vídeo promocional especificamente feito com esse propósito, o que também ajudou muito no sucesso desta obra-prima.

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WHITESNAKE Live In The Still Of The Night

Agosto 15, 2006

Whitesnake - Live In The Still Of The Night

14 de Junho de 2006, cerca das 20 horas. A fila para entrar no Coliseu dos Recreios estende-se já por algumas dezenas de metros. 20 minutos depois, abrem-se as portas do recinto. A entrada faz-se sem problemas e conseguimos arranjar um lugar mesmo de frente para o palco. O público vai entrando e a plateia e bancadas vão-se compondo, ao som ambiente de várias músicas de hard-rock com alguns nomes conhecidos.

Após uma espera de cerca de uma hora, as luzes apagam-se e ouvem-se os aplausos do público espectante. Começamos a ouvir um som de sintetizador em crescendo… mas não, não são ainda os Whitesnake. Para surpresa de alguns, o concerto tem primeira parte e esta fica a cargo dos portugueses Faithfull, que têm assim a sua segunda participação como banda de apoio aos Whitesnake no espaço de 2 anos. Cerca de 40 minutos de actuação bem sucedida (à excepção de um pequeno deslize do guitarrista, mas nada de grave) confirmaram a qualidade da banda ao vivo, que já tinha sido testemunhada por quem viu o concerto de 2004 no Pavilhão Atlântico.

Voltam a acender-se as luzes do Coliseu e é altura de pôr a descoberto o material da banda cabeça de cartaz. Afinações finais dos instrumentos, últimos retoques, tudo com o som, novamente, de várias músicas rock, entre as quais, curiosamente, uma de David Coverdale a solo (um pouco de auto-promoção não faz mal nenhum).

O Coliseu volta a ficar às escuras… começam a ouvir-se os primeiros sons do teclado… o público vibra… “HERE’S A SONG FOR YA” grita David Coverdale e o mote está dado para o início de mais um grandioso concerto. O início é simplesmente avassalador, não havendo pausa da primeira para a segunda música. Só depois disso David Coverdale se dirige com mais cuidado ao público caloroso e pede a sua ajuda para o ajudar a cantar os primeiros versos de Love Ain’t No Stranger. Diga-se de passagem que a interacção entre Coverdale e o público foi uma constante ao longo do concerto, o que lhe deu um ambiente espectacular.

Tentando resumir aquilo que só quem lá esteve poderá compreender verdadeiramente, o que é certo é que o calor que se fez sentir não impediu ninguém de viver intensamente o espectáculo e cantar com a banda os seus êxitos mais conhecidos, entre eles os inevitáveis Is This Love e Here I Go Again. O poderoso Crying In The Rain deu oportunidade ao baterista Tommy Aldridge para brilhar com o seu solo de bateria de mais de 5 minutos, metade dos quais tocados apenas com as mãos, já que as baquetas tinham sido atiradas para o público a meio do solo.

Solos de guitarra nos entretantos e chegávamos a Ain’t No Love In The Heart Of The City, a balada que proporcionou o momento mais tranquilo de todo o concerto, mas nem por isso o menos entusiasmante, com o público, mais uma vez, a cantar grande parte da música.

Aproximávamo-nos do final do espectáculo a passos largos e a banda sai de palco. Ouvem-se as habituais aclamações e, passados poucos minutos, regressam os músicos com o rugido da guitarra que abre o obrigatório Still Of The Night, um dos maiores hinos do hard-rock dos anos 80. Acaba a música, David Coverdale despede-se do público, sugerindo “don’t ever let anyone make you affraid” e grita com toda a força da sua voz os últimos “still of the night, still of the night, still of the night”. Chega assim ao fim mais uma grandioso concerto… ou talvez não.

O público pede mais, e a banda corresponde com mais duas músicas.

Mais não se pode pedir. Entre grande parte dos seus maiores êxitos e uma ou outra música dos Deep Purple, os Whitesnake ofereceram aquilo que, certamente, o público esperava. É a prova de que os “cotas” ainda sabem o que fazem e têm muito para ensinar. Até à próxima…

Excerto do DVD Live in the Still of the Night: