Archive for the ‘Álbuns de Topo’ Category

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BON JOVI – Keep The Faith

Fevereiro 27, 2009

bonjovikeepfaithEm 1988, os Bon Jovi eram uma super-banda de hard-rock que gozava os louros grangeados com o sucesso de Slippery When Wet e New Jersey. As duas digressões monumentais feitas pelo grupo para promover estes dois álbuns acabaram por ter o seu preço, deixando os 5 elementos esgotados e fartos uns dos outros.

Foram precisos 4 anos de pausa (entre 1984 e 1988 os Bon Jovi tinham lançado 4 álbuns) para aliviar as tensões entre os membros da banda e para que estes pudessem recarregar baterias. E foram bem sucedidos.

Em 1992, regressam com este Keep The Faith, um álbum que demonstra bem uma maior maturidade quer a nível musical quer a nível de letras. Com um total de 12 músicas, na versão standard, metade foram hits, sendo muitas delas ainda hoje incluídas nos concertos da banda.

I Believe, a faixa de abertura, dá o mote para o resto do álbum, com uma batida forte e em tom animador. Segue-se Keep The Faith, a música que dá nome ao álbum e, provavelmente, a de maior sucesso nos tops, a par da grande balada Bed Of Roses, que podemos ouvir a seguir a I’ll Sleep When I’m Dead, música de festança e farra (e que pudemos ouvir  recentemente no Rock In Rio 2008 como medley com 2 covers pelo meio) e In These Arms, que “cheira” a romance de Verão em ritmo ligeiro. Bed Of Roses será, porventura, a melhor balada dos Bon Jovi (ainda que tenham muitas boas) e é, sem dúvida, uma das melhores de todos os tempos.

O álbum volta a ganhar peso com If I Was You Mother, cujo refrão pede para ser cantado a plenos pulmões, ideal para puxar pelo público em concertos.

E assim chegamos a Dry County, “o” épico por excelência do quinteto (agora quarteto) americano. Com mais de 9 minutos de duração, é uma música profunda, sobre um tema sério, e aquela onde se nota mais que, à data, os Bon Jovi eram já homens crescidinhos, com consciência social, e não apenas um grupo de jovens com calças justas e cabelos compridos (que, nesta altura, também tinham desaparecido). É também nesta música que podemos apreciar um dos melhores solos de Richie Sambora, se não mesmo o melhor. É um momento alto nos concertos sempre que os Bon Jovi a tocam e é o tipo de música que faltava para lhes dar um estatuto de banda séria.

Woman In Love e Fear são duas faixas que, não destoando, também não sobressaem, às quais se segue I Want You, a segunda balada do álbum. Sendo menos imponente que Bed Of Roses, não deixa de ser mais um momento bem agradável, que antecede as duas últimas faixas, Blame It On The Love Of Rock & Roll e Little Bit Of Soul, ambas num tom bem descontraído e que quase nos obrigam a saltar do sofá e começar a dançar, mesmo para quem não é dado a muito movimento.

Em suma, um álbum forte, coeso e com muitas músicas que ficam no ouvido e merecem ser ouvidas uma e outra vez.

Fica aqui o link para o vídeo de Dry County (versão editada), porque não consegui inserir aqui o vídeo directamente.

http://www.youtube.com/watch?v=8UmdDEkEJuE

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CAMEL – Dust And Dreams

Dezembro 26, 2008

dustndreamsOs Camel são uma daquelas bandas que, injustamente e para grande pena dos fãs, não conseguem ver o seu talento reconhecido por editoras de renome. Activos (com nome Camel) desde 1971, ainda hoje o seu maior êxito continua a ser o álbum conceptual de 1975 The Snow Goose, inspirado na obra literária homónima de Paul Gallico, o que, não desprezando toda a qualidade de The Snow Goose, diz muito pouco acerca da qualidade e versatilidade da banda.
Prova disso mesmo é este Dust And Dreams. Curiosamente, também este álbum é inspirado numa obra literária, desta feita As Vinhas da Ira, de John Steinbeck. Para quem conhece a obra, é fácil acompanhar toda a história ao longo dos quase 50 minutos de música em que os Camel nos deliciam com a composição deste álbum conceptual.
Apesar de Andy Latimer, o líder da banda, não ter na voz o seu ponto mais forte, compensa em grande medida com as melodias que a sua guitarra nos oferece. Com uma sonoridade e estilo que fazem lembrar muito David Gilmour, Latimer consegue aliar um enorme feeling a uma técnica já bastante evoluída que nos proporcionam momentos de grande beleza no que toca a solos de guitarra.
O álbum acaba por ter quase mais momentos instrumentais que cantados, mas não é por isso menos coeso ou equilibrado. A combinação entre momentos mais calmos e mais mexidos adequa-se bem ao próprio ritmo a que se desenrolam os acontecimentos n’As Vinhas da Ira.

Pessoalmente, só acho que o álbum ficaria a ganhar com uma bateria acústica, em vez de uma bateria electrónica, como foi o caso, mas é uma questão de gosto pessoal que em nada procura desmerecer este 11.º álbum dos (infelizmente) quase desconhecidos Camel.

Fica aqui a sugestão e a homenagem, com o tema The End of the Line.

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DREAM THEATER – Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory

Janeiro 3, 2007

Dream Theater - Metropolis Pt. 2: Scenes From a MemoryIdolatrados por uns, detestados por outros, o que é certo é que os Dream Theater conquistaram, ao longo das suas 2 décadas (já?!?) de carreira, um lugar de honra dentro do rock/metal progressivo. Com um catálogo composto por 8 álbuns de originais, 5 ao vivo (incluindo um EP – Live at the Marquee), 4 singles e um outro EP (o grande A Change of Seasons, com o épico de 25 minutos que dá o nome ao álbum e ainda 4 músicas ao vivo), já para não falar das inúmeras bootlegs “oficiais” e CDs especiais para fãs, o quinteto norte-americano tem mantido sempre uma actividade constante e extremamente produtiva. Se juntarmos à sua actividade como banda todos os outros projectos paralelos em que cada membro se envolve, temos 20 anos de grande contributo dentro do género.

Com um trabalho tão extenso, e numa banda onde o traço característico é a virtuosidade de cada membro, é difícil dizer que um álbum é melhor que outro, até porque passa mais pelo gosto de cada um que pela qualidade dos trabalhos em si. No entanto, parece haver um consenso geral entre os fãs em como este Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory é o trabalho mais marcante do grupo até à data.

O que torna então este álbum tão especial em relação aos outros? Para começar, trata-se de um álbum conceptual, o que já à partida o torna interessante. A história em si envolve uma viagem ao passado para desvendar um crime que atormenta a personagem principal. Como se se tratasse de uma peça de teatro, o desenrolar dos acontecimentos é contado em dois actos bem separados.

Mas o que torna este álbum especial são certos pormenores de produção que são geniais.

Começamos com a regressão ao estado hipnótico, em Regression, e a maneira subtil como somos “levados” para o interior da cena é excelente. Segue-se Overture 1928, um momento instrumental onde nos são apresentados vários trechos musicais que se irão repetir ao longo do álbum e onde temos a sensação de, após a hipnotização, termos a nossa mente a divagar por vários pensamentos. Terminado o devaneio, entramos verdadeiramente na mente da personagem e é aqui que a história realmente começa.

Após vários “acontecimentos” em que a trama se adensa e a música apenas nos deixa respirar por breves instantes, termina o primeiro acto, na 7.ª faixa, Through Her Eyes, uma balada de trazer lágrimas aos olhos.

No segundo acto, após algum tempo de “descanso”, voltamos aos ritmos mais pesados com Home, uma música que vai “aquecendo” aos poucos até entrar numa batida contagiante e que é precedida de The Dance of Eternity, mais um longo momento instrumental, que nos leva de volta à música Metropolis Pt.1 (do álbum Images & Words) e no qual a veia inspiradora dos músicos se evidencia mais uma vez.

Depois de One Last Time, em que voltamos a ritmos mais ligeiros, vem The Spirit Carries On, um dos momentos mais altos de todo o álbum, uma balada a fazer lembrar muito Pink Floyd (influência que os Dream Theater admitem e homenageiam frequentemente) em que John Petrucci nos oferece um dos seus solos de guitarra mais sentidos.

O drama termina com Finally Free, o regresso à realidade e ao presente, onde toda a verdade é revelada e onde, no final, Mike Portnoy tem o seu momento de glória na bateria.

É um álbum difícil de explicar em poucas palavras (daí a extensão do post) e, como tal, o melhor mesmo é ouvi-lo e deixarmo-nos envolver… de preferência com as luzes apagadas.

Fica aqui a interpretação ao vivo de The Spirit Carries On, retirada do DVD Score: 20th Anniversary World Tour Live with the Octavarium Orchestra.

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ASIA – Aria

Agosto 12, 2006

Asia - Aria1994 deu a conhecer ao mundo o segundo álbum da chamada segunda Era dos Asia. A banda de Heat of the Moment, um dos grandes êxitos da década de 80, fora formada por grandes nomes pertencentes a bandas do prog-rock dos seventies, tendo juntado Steve Howe (guitarra), Carl Palmer (bateria), John Wetton (voz e baixo) e Geoffrey Downes (teclas). No início dos anos 90, após três álbuns de estúdio e um ao vivo com relativo sucesso, a banda fragmenta-se, saindo John Wetton que seria então substituído por John Payne na voz e baixo. Palmer e Howe participam ainda no álbum Aqua mas, neste seu sucessor, são Al Pitrelli (mais tarde guitarrista dos Megadeth, entre 2000 e 2002, e que tocou com muitos outros grupos conhecidos) e o baterista Michael Sturgis (que tinha entrado como convidado em Aqua) quem toma conta das hostes. Talvez por influência de Pitrelli, talvez pela saída de Howe (ou talvez pelas duas coisas), o que é certo é que Aria tem um som a puxar muito mais para o tradicional hard-rock que para o rock-progressivo a que os Asia nos tinham habituado. Mas não é por isso que deixa de ser um excelente álbum. Não confundamos a mudança de estilo com perda de qualidade. Muito pelo contrário, o que vemos é que o hard-rock, quando ajudado por influências progressistas, cria grandes obras, como é o caso. Aliás, o álbum peca apenas por ser, eventualmente, um tudo-nada pequeno (mais uma ou duas músicas e seria perfeito). No entanto, para o estilo de música que é, muito mais que os seus 50 minutos tornar-se-ia excessivo e comprometeria o equilíbrio do álbum. E falando de equilíbrio, é este um dos pontos fortes de Aria. Apesar de os primeiros segundos de Anytime darem um início relativamente suave ao disco, a música depressa ganha força e ritmo, o que se pode atribuir à voz de Payne e à batida forte de Sturgis. Depois de Are You Big Enough?, que mantém a batida num compasso forte, e da grandiosidade de Desire (com um grande solo de guitarra), o ritmo suaviza um pouco com a semi-balada Summer, sendo esta talvez a música mais simples de todo o álbum. Sad Situation, com uns coros de uma harmonia sublime, e Don’t Cut The Wire (Brother) trazem-nos de volta os ritmos mais fortes e acelerados. E eis que chegamos à peça central e um dos pontos mais altos do disco: Feels Like Love. É, simplesmente, uma das baladas mais poderosas que já ouvi. O início não deixa antever o que aí vem. O que a princípio parece ser apenas mais um típico slow de rock revela-se uma música verdadeiramente bombástica, com uma construção fenomenal e com a voz de John Payne no seu mais alto nível. É, sem dúvida, uma das melhores desta Era dos Asia. Depois de ficarmos completamente sem palavras perante Feels Like Love, Remembrance Day não nos deixa recuperar o fôlego. É a música mais pesada do álbum e, porventura, aquela em que Al Pitrelli mais dá um ar da sua graça. Seguem-se Enough’s Enough e Military Man: ambas retomam um compasso mais mediano, semelhante aos das primeiras músicas, e são as faixas em que o trabalho de Geoff Downes é mais notado, sendo que o início de Military Man lembra muito as músicas da primeira fase dos Asia. Para terminar o álbum, nada melhor que o épico Aria, com os seus sons orquestrais e em que, mais uma vez, a voz de Payne se mostra com toda a sua força. Resta dizer que, apesar de passar despercebido durante grande parte do álbum, quando ouvido com mais atenção, nota-se que o trabalho de Downes tem mais relevância do que ao início parece. E, apesar da saída dos membros originais, a voz muito característica de John Wetton teve um substituto à altura através de John Payne, possivelmente o vocalista com uma das vozes mais fortes do rock actual. Finalizando, temos um álbum em que se nota toda a qualidade dos grandes músicos que nele participaram, em que o contributo de cada um faz a diferença, não havendo, no entanto, predominância de nenhum deles sobre os outros, o que resulta num conjunto de músicas extremamente harmonioso da primeira à última.

Deixo aqui o único vídeo oficial disponível para este álbum, com o tema Anytime.

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MARILLION – Misplaced Childhood

Agosto 12, 2006

Marillion - Misplaced ChildhoodDo you remember chalk hearts melting on a playground wall?
Do you remember dawn escapes from moon washed college halls?
Do you remember the cherry blossom in the market square?
Do you remember I thought it was confetti in our hair?

Com estes versos começa uma das músicas mais tocadas dos anos 80. Estou a falar de Kayleigh, o single mais conhecido dos Marillion, presente em Misplaced Childhood. Estávamos em 1985 quando esta banda de rock progressivo, com as suas influências em bandas como os Genesis, entre outros, lançou o seu terceiro álbum, de onde sairia, para além do já referido Kayleigh, o tema Lavender. Se nos álbuns anteriores vinhamos sendo habituados a uma combinação entre algumas músicas com uma duração “normal” de 3-5 minutos e outras para cima de 8 minutos (sem dúvida, aquelas em que a faceta progressiva era mais patente), sem qualquer relação entre si a nível musical, em Misplaced Childhood temos cerca de 45 minutos que poderiam ser divididos, sem dificuldade, em apenas 3 músicas. Porquê? Porque no álbum todo temos apenas 3 momentos de interrupção na música. De resto, as 12 faixas estão ligadas de tal forma que mal notamos a passagem de umas para outras.
Quem conhece esta primeira era dos Marillion está, certamente, familiarizado com as letras do vocalista Fish (Derek William Dick, de seu nome verdadeiro). Em Misplaced Childhood temos uma vez mais a complicada, porém espantosa, poesia de Derek em acção. Os jogos de palavras, o uso de termos mais complicados, as referências, por vezes eruditas, a elementos que só conseguimos entender com uma pesquisa algo detalhada, e a crítica social têm uma forte presença neste álbum, à semelhança do que acontecia em algumas músicas dos álbuns anteriores. Com esta terceira entrada no seu catálogo, os Marillion conseguiram, por um lado, uma maior atenção por parte das rádios (devido a Kayleigh) e, por outro, uma das suas melhores obras conceptuais. Não sendo, se calhar, um álbum que entre à primeira, para pessoas menos habituadas a este tipo de música, merece sem dúvida ser ouvido mais que uma vez para poder ser apreciado na sua totalidade.

Deixo aqui o vídeo de Lavender (já que Kayleigh é um tema suficientemente conhecido).

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QUEENSRYCHE – Operation: Mindcrime & Operation: Livecrime

Agosto 12, 2006

Queensrÿche - Operation: MindcrimeEstávamos no ano de 1988 e o panorama musical dentro do hard-rock e do metal começava a cair um pouco na monotonia, com dezenas e dezenas de bandas a repetirem a mesma receita uma e outra vez, salvo raras excepções. E os Queensrÿche foram, precisamente, uma dessas excepções. Depois de um EP e dois álbuns que, aos poucos, os foram ajudando a deixar a sua marca, Operation: Mindcrime catapultou definitivamente a banda para um lugar de destaque no meio. Esta Ópera-rock com uma forte componente de crítica social foi bastante aclamada, tanto pela crítica como pelo público em geral, tendo marcado o ponto de assentamento do estilo próprio do grupo.O álbum conta-nos a história de Nikki, um jovem com o vício e dependência das drogas que quer fazer alguma coisa para mudar a sociedade, mas que acaba por se ver envolvido num plano criminoso, elaborado pelo maléfico Dr. X, que se aproveita da sua toxicodependência para o controlar. A relação entre o conteúdo musical e o textual resulta em quase uma hora de “filme” em que somos mesmo levados para dentro da acção, tal é o ambiente causado pelas músicas. É difícil destacar momentos melhores, ou piores, uma vez que se trata de um álbum para ouvir sem interrupções de modo a seguir todo o enredo, mas podem ser referidos os singles Revolution Calling, I Don’t Believe In Love, Eyes Of a Stranger e o épico Suite Sister Mary, com os seus 10 minutos de duração em que o hard-rock e os cânticos góticos se unem. Queensrÿche - Operation: LivecrimePorquê a referência a Operation: Livecrime? Muito simplesmente porque a seguir a um grande álbum os Queensrÿche levaram para a estrada um grande concerto. Em Livecrime, a banda tocou na íntegra Operation: Mindcrime, com algumas encenações e momentos mais teatrais da parte de Geoff Tate (voz), o que conferiu uma força surpreendente ao espectáculo, que ficou registado em CD e DVD. A única nota menos positiva, tanto para Mindcrime como para Livecrime, vai para a produção. Apesar de toda a sua grandiosidade, ao ouvirmos quer um quer outro álbum, não deixamos de ficar com a sensação de que o som poderia ter sido mais bem regulado. No entanto, não é por aí que deixam de ser dois álbuns excelentes.

Termino com os registos de My Empty Room e Eyes of a Stranger ao vivo, do DVD Operation Livecrime.

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DEF LEPPARD – Hysteria

Agosto 10, 2006

Def Leppard - HysteriaMais de 17 milhões de cópias vendidas desde o seu lançamento, em 1987. O álbum que consagrou definitivamente os Def Leppard nos anos 80 como super-banda de hard-rock. Mas não é apenas por esta razão que o incluo na minha lista de álbuns indispensáveis. Hysteria, pode-se dizer, marcou uma geração. Mesmo que não se goste da música dos Def Leppard, é pouco provável que nunca se tenha ouvido temas como Pour Some Sugar On Me (presente na banda sonora do filme Coyote Bar) ou a grande balada Love Bites. Depois, é bom recordar que este álbum marcou também uma tomada de posição da banda em seguir em frente após um duro revés na sua carreira numa altura em que estavam em clara ascenção (o baterista havia sofrido um acidente de automóvel no qual perdera o braço esquerdo e a luta para voltar a tocar foi difícil). O resultado da sua perserverança foi um álbum com 12 faixas de puro hard-rock, com um som extremamente poderoso (vénia também ao produtor, “O” produtor, John ‘Mutt’ Lange), das quais 7 foram singles. Um álbum que ainda hoje surpreende pela criatividade e originalidade de certos trechos, onde se destaca o trabalho da dupla de guitarristas, Phil Collen e o falecido Steve Clark. Até hoje, para muitas pessoas, o melhor álbum dos Def Leppard. Tinha de constar da lista =)

Fica aqui o vídeo de Women, o single que abre Hysteria.