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ROGER HODGSON – Ao Vivo no Coliseu de Lisboa

Setembro 17, 2006

Roger Hodgson LiveNo passado dia 31 de Agosto, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, foi palco de um dos 2 concertos que o ex-vocalista dos Supertramp deu em Portugal (infelizmente, o concerto agendado para 10 de Setembro em Guimarães, foi cancelado). Este espectáculo teve a particularidade de termos Roger Hodgson acompanhado de uma orquestra para tocar temas da sua carreira a solo e também muitos dos êxitos por si compostos enquanto membro dos Supertramp, num concerto que, certamente, trouxe muita nostalgia a grande parte do público presente, sendo reavivada a memória da passagem da banda pelo Pavilhão Dramático de Cascais em 1979.

Cumpridor da famosa pontualidade britânica, o simpático cantor de 56 anos chegou, cumprimentou o público, sentou-se ao piano e abriu com Take the Long Way Home. Seguiu-se o obrigatório Give a Little Bit, depois de Roger explicar que gosta de iniciar sempre os concertos com este tema “because it has such good vibes” – e o que é certo é que, realmente, todo o público ajudou a cantar esta música.

Depois de Lovers in the Wind, uma bonita balada do seu primeiro álbum a solo (In the Eye of the Storm, de 1984), veio a música que levantou o Coliseu pela primeira vez, Hide in Your Shell, que teve direito a uma calorosa ovação por parte do público.

Keep the Pictures Warm foi uma pequena surpresa. Este tema recém-nascido e que promete um novo álbum para breve foi gravado no Canadá já durante esta tournée mas, no entanto, não faz ainda parte do alinhamento presente no DVD ao vivo que Roger gravou em Montreal.

Chegava então a vez de Breakfast in America, uma música que, como explicou o cantor, foi escrita ainda antes de os Supertramp existirem e que retratava o seu desejo de visitar o Novo Continente. Ainda do mesmo álbum, tivemos Lord is it Mine, antes de se passar à dupla que abre o álbum Crisis? What Crisis?, sendo o público e Hodgson, com a sua guitarra de 12 cordas, os intérpretes de Easy Does It e Sister Moonshine. The Logical Song fecharia esta primeira parte do concerto.

Após cerca de 20 minutos de intervalo, tivemos uma segunda parte que abriu em grande força, com a harmónica de School a merecer grandes ovações.

Seguiu-se um momento mais calmo com If Everyone Was Listening e Even in the Quietest Moments e, depois, foi altura de Only Because of You, mais um tema da carreira a solo de Roger.

Voltou-se à música mais mexida com Dreamer (que levantou, pela segunda vez, o público) e, depois, It’s Raining Again antecedeu mais um momento alto do concerto, com a interpretação na íntegra do grandioso Fool’s Overture, que teve direito a um longo e merecido aplauso, também em pé.

Para o encore, ficavam Two of Us e a repetição de Give a Little Bit, para terminar o concerto com a mesma boa disposição com que haviamos começado.

Em género de conclusão, pode-se dizer que foi um concerto bastante agradável, com o músico a mostrar-se sempre extremamente simpático, afectuoso e bastante conversador, demonstrando que estava ali para passar, ele próprio, um bom bocado, e não apenas a marcar calendário. E falta apenas salientar o facto de Roger Hodgson ter elogiado bastantes vezes a orquestra com quem se sentia lisonjeado por poder trabalhar.

Ficamos à espera do seu próximo trabalho e do DVD para relembrar esta agradável noite.

Edit: o DVD já saiu, chama-se Roger Hodgson: Take The Long Way Home – Live  in Montreal, e fica aqui The Logical Song 🙂

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