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GENESIS – Mama

Agosto 24, 2006

Genesis - MamaTendo em conta a longa carreira musical dos Genesis (mais de 30 anos) e as várias fases por que a sua música passou, seria ingrato, para além de praticamente impossível, eleger uma música como a melhor do seu catálogo. Uma coisa, no entanto, é garantida: a banda foi inovadora em inúmeros aspectos, não só nas suas músicas, mas também nos seus espectáculos ao vivo. A teatralidade das interpretações de Peter Gabriel é bem conhecida e, após a saída deste, a prestação de Phil Collins, apesar de diferente, também tinha uma grande dose de espectáculo e carisma.

Esta característica teatral notava-se também em estúdio, tendo algumas músicas um ambiente muito próprio. É o caso de Mama, que deve ser, porventura, um dos temas dos Genesis com mais “personalidade”.

Começando com uma batida de caixa de ritmos muito característica, logo se seguem os arranjos de teclas de Tony Banks que, juntamente com o ritmo bem marcado, dão um tom quase hipnótico à música. Entra a voz de Collins e este brinca com os sons de uma forma que acentua ainda mais o “hipnotismo” para que a música nos leva.

E depois, aquilo que eu diria ser a peça que confere toda a unicidade este tema: a sinistra gargalhada no final do refrão. Incompreendido por muita gente, este capricho dos Genesis foi precisamente a peça central da música. Se a princípio estranhamos a presença deste elemento, com o tempo vamo-nos habituando e passamos a considerá-lo um acto de coragem por parte do grupo, daqueles que acabam por ditar a diferença entre a banalidade ou originalidade de uma banda.

A música continua numa intensidade crescente mas o carácter sinistro mantém-se. O trabalho de guitarra, que passa bastante despercebido durante a maior parte da música, vai-se fazendo notar cada vez mais, com os acordes “rasgados” de Mike Rutherford a preencherem o momento mais melodioso da música (“Can’t you see me mama… mama please…  Can’t you feel my heart?…”).

Acabou por se tornar um dos temas pelo qual conseguimos distinguir os Genesis de outras bandas.

Enfim, quem conhece sabe a que me refiro. Quem não conhece, oiçam. Será, no mínimo, uma experiência…  diferente =)

Para terminar, e a título de curiosidade, a dita gargalhada foi inspirada numa música Rap que Phil Collins tinha ouvido e decidiu experimentar durante as gravações da música. Nas palavras do próprio, “aqui têm como o Rap influênciou os Genesis”.

Este foi o melhor vídeo que consegui encontrar de Mama (a EMI retirou o vídeo oficial😦 ), que podemos encontrar no DVD Genesis Live at Wembley Stadium.

One comment

  1. Queres um comentário?!!?
    Então aqui vai… “Isto está bonito, está!”



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